O
Presidente da Associação de
Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM), Octávio
Viana, enviou uma carta ao Presidente da Comissão de Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM), na qual partilha a preocupação de que a situação, pouco usual, emergente da proposta de um acordo parassocial interino entre a Camargo Corrêa e a Votorantim até à divisão de ativos propostos pela Camargo, resulte numa encruzilhada que não permita aos investidores decidirem sobre se vendem (ou não) nesta OPA.
Por causa do acordo parassocial anunciado pela Camargo os direitos de voto da Camargo são obrigatoriamente imputados à Votorantim e isso implica a ultrapassagem dos 33% dos direitos de voto e obrigará ao lançamento de uma OPA.
O preço, no cenário de uma [nova] OPA subsequente, nunca poderá ser inferior ao valor da presente Contrapartida (atualmente nos 5.50 euros) e, no mínimo, terá de ter em conta a avaliação dos ativos objeto da troca entre a Camargo e a Votorantim, podendo por isso vir a ser melhorado nessa altura.